HISTÓRIA DA LOUCURA E DOS COMPORTAMENTOS DESVIANTES

HISTÓRIA DA LOUCURA E DOS COMPORTAMENTOS DESVIANTES

Horário: 11 sessões (33h) | de 13 de maio a 18 de junho de 2015 (quartas e quintas) | Pós-laboral (19h00 – 22h00)

CRÉDITOS: 1,3 UC (CCPFC) – Professores do Grupo 530

Formadora: Ana Cláudia Fernandes

Ana Cláudia Fernandes

Licenciada em Psicologia, área de especialização Clínica e Saúde, mestre e doutorada em Psicologia, especialidade em Psicologia da Saúde pela Universidade do Minho. A experiência profissional no ensino superior conta com 14 anos de exercício da atividade de docência universitária nos 1.º e 2.º ciclos em várias academias universitárias portuguesas. Exerce desde 2005 a docência universitária no curso de psicologia da Universidade Católica Portuguesa, Centro Regional de Braga (2005-actual). O exercício da atividade de docência no ensino superior contou também com lecionações no Instituto Superior da Maia (2001-2011), no Instituto de Ciências Biomédicas de Abel Salazar da Universidade do Porto (2005-2006), na Universidade do Minho (2006-2008) e na Escola Superior de Estudos Industriais e Gestão (2010-2011).

Destinatários:

Professores do grupo 530; Público em Geral com interesse pelo tema.

Inscrição: 50% do valor total da propina

Propinas:
Estudantes, Docentes e Funcionários da FBAUP/ UP:
85,00 Euros |
Público em Geral: 105,00 Euros |
Seguro escolar: 2,00 Euros |

 

INSCRIÇÕES ATÉ 28 DE ABRIL de 2015

Candidaturas e Inscrição

Para candidatar-se, selecione a opção INSCRIÇÕES ONLINE

OBJECTIVOS A ATINGIR

– Promover a análise crítica da evolução história do conceito da Loucura e do Desvio.

– Introduzir os alunos na problemática das instituições dirigidas ao controlo da loucura e dos comportamentos desviantes e respectivas práticas de gestão do desvio.

– Reflectir criticamente acerca da emergência dos dispositivos de normalização social e controlo dos comportamentos desviantes e suas implicações no processo de individuação biológico, psicológico e social.

– Promover grelhas de leitura do campo institucional enquanto tradução sócio-histórica e cultural da articulação de estratégias de poder e de formas de saber.

Módulo I
Análise história da evolução do conceito de loucura

A – Conceitos de loucura / doença mental e politicas de gestão (8 horas).

1. Reflexão critica acerca dos conceitos de loucura / doença mental e desvio.

2. Perspectiva sociológica da loucura / doença mental e desvio: difusão do discurso do défice e a patologização progressiva da sociedade.

B – Perspectiva histórica critica das políticas de gestão da loucura e do desvio (12 horas).

1. Do paradigma demónico ao psicológico: a 1.ª Revolução em Saúde Mental e emergência da concepção médica; o sistema asilar como dispositivo do saber – poder médico mental.

2. A 2.ª Revolução em Saúde Mental: a emergência da concepção psicológica.

3. A crise do modelo asilar: movimentos reformistas do sistema asilar no séc. XX: psiquiatria institucional; psiquiatria italiana; anti psiquiatria.

4. A 3.ª Revolução em Saúde Mental: o sector e a comunidade.

C – Os efeitos da institucionalização – para uma reflexão critica: Goffman e as Instituições Totais (4 horas).

Módulo II
Emergência dos mecanismos de controlo social na modernidade e sua evolução na pós-modernidade

1. Constituição histórica da individualidade moderna: emergência de estratégias disciplinares dirigidas a este novo objecto de normalização (3 horas).

2. Dispositivos de normalização social: o Poder – a natureza politica-económica do poder e do controle social; o Saber – as ciências como dispositivos de normalização; o Espaço institucional como dispositivo de controlo social; o Espaço Público – o controle social informal (3 horas).

3. Sinais actuais da crise dos dispositivos tradicionais de controlo e a organização de alternativas (3 horas).

 

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INFORMAÇÕES

A SERIAÇÃO DOS CANDIDATOS É FEITA PELA ORDEM DE VALIDAÇÃO DAS INSCRIÇÕES.

Avaliação
Avaliação contínua e presencial, contemplando três componentes:
(1) Assiduidade e pontualidade (10%)
(2) Participação nos debates de grupo que irão ser propostos em algumas das sessões (20%)
(3) Trabalho de grupo (70%)
Avaliação para grupo de professores:
O referencial da escala de avaliação será previsto no nº 2 do artigo 46º do Estatuto da carreira Docente, aprovado pelo Decreto-lei nº 15/2007, de 19 de Janeiro:
Excelente – de 9 a 10 valores
Muito Bom – de 8 a 8,9 valores
Bom – de 6,5 a 7,9 valores
Regular – de 5 a 6,4 valores
Insuficiente – de 1 a 4,9 valores
Não serão certificados formandos cuja participação seja inferior a dois terços da duração do curso de formação, conforme o entendimento do Conselho Científico da formação Contínua, descrito no ponto nº 2 da Carta Circular CCPFC 1/2007.
Ao público sem frequência universitária ou sem formação na área será entregue um certificado de frequência como curso livre.
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