O LÁPIS DA NATUREZA – PROCESSOS FOTOGRÁFICOS ALTERNATIVOS

Horário: 08 sessões (25h) | de 06 de abril  a 25 de maio de 2016 (quartas) Pós-laboral (19h00 > 22h30)

Sessões 1 a 6: 19h00 > 22h00

Sessões 7 e 8: 19h00 > 22h30

CRÉDITOS:  1 U.C. (CCPFC) Professores do Grupo 240 do 2.º Ciclo do Ensino Básico e do Grupo 600 dos Ensinos Básico (3.º Ciclo) e Secundário.

Formador: Joaquim Jesus

Destinatários: Professores do Grupo 240 do 2º Ciclo do Ensino Básico e do Grupo 600 dos Ensinos Básico (3.º Ciclo) e Secundário. Estudantes do Ensino Superior e Público em Geral com interesse pela área.


Propinas:
Estudantes, Docentes e Funcionários da FBAUP/ UP:
  2 prestações de 95,00 Euros |
Público em Geral: 2 prestações de 110,00Euros |
Seguro escolar: 2,00 Euros |

INSCRIÇÕES ATÉ 23 DE MARÇO DE 2016

Candidaturas e Inscrição

Para candidatar-se, selecione a opção INSCRIÇÕES ONLINE

Introdução:

Esta acção de formação procura através de uma jornada pelos discursos da fotografia, entender a imposição de um determinado tipo de olhar na perceção das coisas, não pretendendo determinar aquilo que é bem ou mal observado, mas sim “compreender como se fabrica um olhar coletivo, uma cultura visual: por que dispositivos, por que mecanismos de legitimação”, com que efeitos (Sicard, 2006:17).
No mundo atual, cada vez mais repleto de mensagens visuais, torna-se fundamental que alunos e professores de artes visuais entendam criticamente os fenómenos da visão e da perceção, questionando e refletindo permanentemente sobre o seu ponto de vista. Deste modo, uma visão crítica do mundo e das coisas torna-se importante para a construção dos sujeitos na relação com os outros e consigo próprios, fornecendo-lhes as ferramentas para se movimentarem num meio cada vez mais incerto.
Em suma a ideia desta formação é propor ao formando, através de um diálogo entre uma fotografia com câmara e uma fotografia sem câmara (cianotipia), uma reflexão crítica sobre os dispositivos da visão. Isto porque, como sabemos, os dispositivos da visão têm moldado os nossos olhares e, portanto, os nossos saberes. Assim, pensar a maneira como olhamos para as coisas, a forma de ver, os posicionamentos privilegiados, são questões que nos podem levar a equacionar outras formas de ver e de dizer, de ser e de estar, no ensino em artes visuais, num processo de reflexão e crítica permanente sobre o terreno das nossas evidências.

Objetivos:

• Conhecer o contexto histórico-social em que surgiu a cianotipia e os processos fotográficos alternativos;
• Compreender o uso da gramática fotográfica na construção da perceção e representação dos objetos;
• Distinguir fotografia com câmara e fotografia sem câmara, sua produção e efeitos na construção do olhar;
• Conhecer, os diferentes materiais, instrumentos e processos da cianotipia;
• Explorar e adequar os diferentes suportes, materiais, instrumentos e processos da cianotipia;
• Adquirir linguagem específica (emulsão, revelação, fixação, negativo, cianotipia, raios uv, câmara escura…);
• Trabalhar as acções e dinâmicas processuais, adquirindo gosto pela sua experimentação e manipulação de média fotográficos;
• Desenvolver uma postura crítica e reflexiva na análise das imagens cianóticas.

Conteúdos:
• Introdução histórica: A cianotipia na história da fotografia;
• Explicação do processo (química e procedimentos);
• Criação de negativos sobre suportes translúcidos;
• Preparação dos reagentes;
• Sensibilização dos suportes para impressão;
• Impressão das provas e revelação das provas:
Experiências plásticas para produção de imagens a partir de formas naturais;
Experiências para produção de imagens a partir de objetos artificiais;
Experiências para produção de imagens a partir de negativos em acetato;
• Análise dos resultados obtidos (questões, troca de ideias, debate);
• Realização de um projeto final individual a partir das experiências realizadas.

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INFORMAÇÕES:

Modo de pagamento:

Prestação 1: paga no ato da inscrição

Prestação 2: paga até ao dia 08 de maio

É OBRIGATÓRIA A ENTREGA DA DECLARAÇÃO DE PAGAMENTO ATÉ AO DIA 23 DE MARÇO.

Número Máximo de Participantes: 20 (vinte)

A SERIAÇÃO DOS CANDIDATOS É FEITA PELA ORDEM DE VALIDAÇÃO DAS INSCRIÇÕES.

Avaliação:

Serão consideradas duas componentes de avaliação/classificação:
a) A do trabalho presencial (com uma ponderação de 60%)
b) A do trabalho autónomo (com uma ponderação de 40%)

a) Para avaliação/classificação da componente de trabalho presencial serão considerados:
• Assiduidade – (15%)
• Nível de participação – (15%)
• Experiências fotográficas desenvolvidas (características técnicas e capacidade de experimentação) – (20%)
• Análise crítica dos resultados obtidos (organização conceptual e capacidade de fundamentação) – (10%)

b) Para avaliação/classificação da componente de trabalho autónomo será considerada:
• Elaboração/adequação das experiências realizadas ao projeto final individual (apresentação, coerência com os conteúdos trabalhados, características técnicas, cumprimento de prazos) – (25%)

Bibliografia Fundamental:

CABEZAS, Lino (2002). “Las maquinas de dibujar. Entre el mito de la visión objetiva y laciencia de larepresentacion”. In MOLINA, J. J. Gómez [coord.] (2002) . Maquinas y Herramientas de dibujo. Madrid: Cátedra, p.83-347.

CRARY, Jonathan (1990). Techniques of the observer: on vision and modernity in the nineteenth century. Cambridge, Mass.: MIT Press.

CRARY, Jonathan (2001). Suspensions of Perception – Attention, Spectacle, and Modern Culture. Cambridge, Mass.: MIT Press.

CRAWFORD, William (1979). The keepers of light: a history and working guide to early photographic processes. New York: Morgan & Morgan.

FLORES, Laura Gonzáles (2005). fotografia y pintura: dos medios diferentes? Barcelona: Editorial Gustavo Gili, S.A.

FRADE, Pedro Miguel (1992). Figuras do Espanto – A fotografia antes da sua cultura. Porto: Edições ASA.

JESUS, Joaquim. (2011). O lugar do olhar. A cianotipia no ensino em artes visuais. Porto: Editorial da Universidade de Porto.

SERÉN, Maria do Carmo (2002a). Murmúrios do Tempo. Porto: Centro Português de Fotografia/Ministério da Cultura.

SERÉN, Maria do Carmo (2002b). Metáforas do Sentir Fotográfico. Porto: Centro Português de Fotografia/Ministério da Cultura.

SICARD, Monique (2006). A fábrica do olhar. Lisboa: Edições 70.

SONTAG, Susan (2003). Olhando o Sofrimento dos Outros. Lisboa: Gótica.

STOICHITA, Victor (1999). Breve historia de la sombra. Madrid:Siruela.

TAGG, John (2005). The Burden of Representation. Essays on photographies and Histories. Minneapolis: University of Minnesota Press.

SIZA, Teresa (1995). “A ordem do ver e do dizer”. In: Fundação de Serralves. (1995). A ordem do ver e do dizer. Fundação de Serralves. Porto.

WARE, Mike (2004). Cyanotype. London: Science Museum and National Museum of Photography, Film & Television.

ZELICH, Cristina (1995). Manual de Técnicas Fotográficas del Siglo XIX. Sevilha: PhotoVision.

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