SHIBORI – DESENHAR POR DOBRAGEM TÊXTIL

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SHIBORI – DESENHAR POR DOBRAGEM TÊXTIL

Horário: 6 sessões (24 Horas) | 10 de Maio a 14 de Junho de 2016 (terça-feira) | Pós-laboral (19h00 – 23h00)

CRÉDITOS: 2,5 ECTS

Formadora: ISABEL QUARESMA

Coordenador Científico: PROFESSORA DOUTORA RUTE ROSAS

ISABEL QUARESMA

Nasceu em Lamego. Vive e trabalha no Porto.

Iniciou os seus estudos com o Curso de Design de Moda no Citex (1986) onde posteriormente  leccionou  a disciplina de  Design de Moda e desempenhou funções de assistente de coordenação do curso ( 1987-1996). Estudou em Florença, tendo feito uma pós-graduação em tecelagem na Academia de Moda de Florença (1990).

Durante alguns anos desenvolveu uma forte actividade no âmbito do design têxtil e de moda.­ Recentemente foi seleccionada para a Contextile 2014, Bienal de Arte Têxtil Contemporânea. É licenciada em Artes Plásticas no ramo de Pintura pela Faculdade de Belas Artes da  Universidade do Porto (2011), onde concluiu o Mestrado em Desenho e Técnicas de Impressão (2014). Actualmente o seu trabalho desenvolve-se entre arte e  design  intersectando  pintura,  desenho,  têxtil e vídeo, interessando-lhe, sobretudo, trabalhar nos espaços intersticiais  entre as práticas contemporâneas do desenho e  do têxtil.

Expõe regularmente  como artista plástica desde 2002.

http://isabelquaresma.wix.com/isabelquaresma

DESTINATÁRIOS:
Preferencialmente estudantes de Artes Plásticas, Arquitectura e Design (Produto, Comunicação e Moda). Artistas, professores e público em geral com interesse pelo tema.

Taxa de Inscrição: 50% do valor total da propina (deduzido ao valor abaixo indicado)

Propinas:
Estudantes , Docentes e Funcionários UP/FBAUP: 105,00 Euros |
Público em Geral: 130,00 Euros |
Seguro escolar: 2,00 Euros |

INSCRIÇÕES: DE 21 DE MARÇO ATÉ 26 DE ABRIL DE 2016.

Candidaturas e Inscrição

Para candidatar-se selecione a opção INSCRIÇÕES ONLINE

OBJECTIVOS

A cultura oriental é particularmente rica na manipulação de processos que, pela sua simplicidade e economia de meios, podem ser altamente criativos e originais. O shibori é um desses exemplos. O curso tem como objectivo transmitir o conhecimento desta técnica ancestral japonesa, que na sua origem significa torcer ou espremer, e é a expressão japonesa usada para designar a acção de torcer um pano de chão. Com o shibori, transforma-se uma superfície bidimensional têxtil num objecto tridimensional estruturado por acção de sucessivas dobragens. Esta manipulação do tecido em 3D é levada a cabo com a combinação de vários processos de dobragem, atados, pespontados e outros artifícios que impedem o tingimento nesses locais,  reservando-os. Quando estes artifícios são removidos, e depois de tingido, o tecido revela assim o desenho ou padrão impressos. Os objectivos deste curso são transmitir aos estudantes as várias possibilidades desta técnica japonesa, numa abordagem contemporânea à recuperação de técnicas ancestrais; transmitir o conhecimento das várias formas de manipulação de shibori, desde as mais convencionais e geométricas, até às mais alternativas feitas com objectos encontrados;  consciencializar os participantes acerca das possibilidades de transformação de um tecido simples, numa estrutura complexa tridimensional por manipulação de algumas técnicas, tanto para a obtenção de um desenho/ padrão, como de um objecto escultórico.

CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS:

Este curso tem um carácter essencialmente prático, iniciando-se com uma pequena apresentação visual e teórica de introdução ao shibori e seguindo-se a demonstração das técnicas seleccionadas e suas estratégias de acção. Cada estudante deverá, então, prosseguir na prática a sua aprendizagem de acordo com os seus interesses pessoais.
• Manipulação de um tecido de algodão cru ( pano cru) combinando ou usando separadamente os processos dobrar, preguear, atar, pespontar, torcer, com o objectivo de obter uma estrutura tridimensional para ser tingida.
Arashi shibori e shibori seco – sem tingimento.
• Processos de tingimento- fixação- retirar os artefactos.
• Avaliação do desenho ou padrão obtido numa perspectiva técnica e conceptual: a memória, o tempo e a repetição.
• O desenho ou padrão enquanto resultado de uma estrutura pré-construída.
• A relação entre as pequenas dobras no momento da manipulação, e a sua memória no desenho.
• Ver a amostra do ponto de vista fenomenológico.

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INFORMAÇÕES:

NÚMERO MÁXIMO DE  PARTICIPANTES: 15 (QUINZE)

A SERIAÇÃO DOS CANDIDATOS É FEITA PELA ORDEM DE VALIDAÇÃO (pagamento) DAS INSCRIÇÕES.

POR QUESTÕES DE LOGÍSTICA, NÃO SERÁ PERMITIDO AOS PARTICIPANTES PERMANECER NAS INSTALAÇÕES DA FACULDADE APÓS AS 23H00. SOLICITA-SE, POR ISSO, QUE TOMEM AS DEVIDAS PROVIDÊNCIAS PARA QUE QUESTÕES DE LIMPEZA E MANUTENÇÃO DE MATERIAIS FIQUEM RESOLVIDAS ATEMPADAMENTE A FIM DE SE OBSERVAR ESTA CONDIÇÃO.

MATERIAIS  A TRAZER PELOS PARTICIPANTES:

Aproximadamente dois metros de pano cru.
Aproximadamente a mesma quantidade de um tecido que contenha polyester na sua composição, branco ou num tom claro.
Tesoura.
Fita cola de papel.
Materiais de desenho  habituais.
Elásticos.
Agulhas de coser com vários tamanhos de buraco.
Vários qualidades de linhas, fios, cordas, arames finos…
Tubo de pvc, com um diâmetro de aproximadamente 10 cm, e 60 cm de comprimento.
Luvas de borracha.

AVALIAÇÃO:

A metodologia de ensino constará de uma apresentação visual e teórica desta tecnologia, com auxílio da projecção de imagens e de alguns textos. No início de cada sessão será demonstrada uma técnica e seus resultados, à qual se seguirá a experimentação da mesma por parte de cada participante. As sessões decorrerão num quadro motivacional de acção e reflexão do trabalho desenvolvido.
A avaliação será de acordo com os parâmetros definidos de assiduidade, empenho nas aulas, e apresentação de um projecto individual. A avaliação será quantitativa numa escala de 0 a 20 valores e de acordo com os seguintes parâmetros:

Assiduidade: 10%
Participação: 40%
Trabalho final: 50%

BIBLIOGRAFIA PRINCIPAL:
Art and Textile Fabric as Material Concept in Modern Art from Klimt to the Present:Stuttgart: Hatje Cantz.( pp.46 a 55) FLUSSER, Vilém (2010). Uma filosofia do Design A Forma das Coisas. Lisboa. Relógio D´Água. (pp.107 a 110)
CASTRO, E.M. de Melo ( 1985). Introdução ao Desenho Têxtil. Lisboa: Editorial Presença.
ROSAND, David (2002) Drawing Acts – Studies in Graphic Expression and Representation. Cambridge: Cambridge University Press, p. 13, 14.BERNADAC, Marie-Laure (1995). Louise Bougeois. Paris. Flammarion. (pp. 14, 29, 32)
RUSKIN, John ( 1991) The elements of Drawing.London: Herbet Press.
DELEUZE, Gilles (2002) Francis Bacon Lógica da Sensação. Lisboa: Orfeu Negro. GUNNER, Janice (2007). Shibori for Textile Artists.Nova Yorque: Kodansha. SINGER, Ruth (2013) Fabric Manipuiation. Londres: David and Charles.

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