INTRODUÇÃO À CONSERVAÇÃO DO PATRIMÓNIO ARTÍSTICO

INTRODUÇÃO À CONSERVAÇÃO DO PATRIMÓNIO ARTÍSTICO

Horário: 15 sessões (45h) | de 02 de maio a 20 de junho de 2017 (ter. e qui.) | Pós-laboral (19h00 > 22h00)

Créditos: 5 créditos ECTS (aguarda creditação)

Formadora: Micaela Duarte

Coordenadora Científica: Professora Doutora Rute Rosas

Micaela Duarte

Conservadora restauradora, licenciada e mestre em conservação e restauro pela Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade Nova de Lisboa 2001/2007. Realiza intervenções de conservação e restauro na área dos metais, ourivesaria e objetos decorativos, tendo participado na inventariação de espólio móvel de igrejas. Lecionou as disciplinas de Conservação Preventiva, Ética da Conservação, e Higiene e Segurança no Curso de Conservação e Restauro do Património na Universidade Portucalense Infante Dom Henrique. No âmbito da Bolsa de Investigação SFRH/BI/51524/2011 da Fundação para a Ciência e Tecnologia, nos últimos cinco anos desenvolveu trabalho de investigação, conservação e restauro de materiais arqueológicos, no Laboratório de Conservação e Restauro do Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa em Braga, tendo prestado apoio a outras instituições detentoras de património ao nível das boas práticas da conservação preventiva, realizando pareceres e fazendo acompanhamento de trabalhos de conservação e restauro. Realizou várias formações e workshops ligados à área da Conservação de Património.

Destinatários:

Maiores de 18 anos.
(Preferencialmente) Estudantes de Artes, Arquitetura, História; graduados na área de Design, Ilustração e Artes; outros interessados com frequência universitária .
Público em Geral com interesse pela área.

Propinas:

Inscrição: 50% do valor da propina (deduzido ao valor abaixo indicado)

Estudantes, Docentes e Funcionários da FBAUP/ UP:  222,00 Euros |
Público em Geral: 265,00 Euros |
Seguro escolar: 2,00 Euros |

INSCRIÇÕES ATÉ 18 DE ABRIL DE 2017

Candidaturas e Inscrição

Para candidatar-se, selecione a opção INSCRIÇÕES ONLINE

Introdução

Este curso pretende dotar os alunos de conhecimentos basilares na área da conservação e restauro do património artístico na sua ampla área de intervenção. A temática centrar-se-á em coleções museológicas ligadas às Belas Artes, com especial incidência na pintura e escultura, suas problemáticas. Serão dadas noções de ética da conservação, inventário, conservação preventiva e avaliação de estado de conservação. Como componente prática serão feitos exercícios aplicados ao inventário de objetos artísticos, observação e avaliação do estado de conservação, diagnóstico, proposta de intervenção. Os participantes poderão trazer objetos artísticos para estudo nas aulas práticas.

Programa:

1. Introdução à conservação e restauro
1.1. Conceitos e definições.
1.2. Cartas e convenções.
1.3. A origem da profissão de conservador restaurador em Portugal.
2. Coleções artísticas e sua conservação
2.1. Aspetos da deterioração
2.2. Materiais Inorgânicos
2.2.1. Escultura e objetos em metal
2.2.2. Escultura em pedra e gesso
2.3. Materiais Orgânicos
2.3.1. Pintura
2.3.2. Documentos Gráficos
2.4. Avaliação do estado de Conservação
3. Inventário de património artístico
3.1. Normas gerais
3.2. Inventário de Escultura
4. Conservação preventiva.
4.1. Conceitos e definições.
4.2. Agentes de deterioração
4.3. Organização de reservas
4.4. Manuseamento e embalagem
5. Exercícios práticos de Inventário de escultura
Outros objetos trazidos pelos alunos.
6. Exercícios práticos – observação e diagnóstico de escultura
Outros objetos trazidos pelos alunos.

Informações

Modo de pagamento:

Taxa de inscrição: paga no ato da inscrição. SEM ESTE PAGAMENTO A INSCRIÇÃO NÃO É CONSIDERADA.

Propina e seguro escolar: pagos até data anterior ao início do curso.

A frequência desta unidade de formação pressupõe o pagamento integral dos valores associados à mesma antes da sua data de início.

Número máximo de participantes: 20 (VINTE)

Necessidades a colmatar pelos participantes: bata ou avental.

A SERIAÇÃO DOS CANDIDATOS É FEITA PELA ORDEM DE VALIDAÇÃO DAS INSCRIÇÕES.

POR QUESTÕES DE LOGÍSTICA, NÃO SERÁ PERMITIDO AOS PARTICIPANTES PERMANECER NAS INSTALAÇÕES DA FACULDADE APÓS AS 23H00. SOLICITA-SE, POR ISSO, QUE TOMEM AS DEVIDAS PROVIDÊNCIAS PARA QUE QUESTÕES DE LIMPEZA E MANUTENÇÃO DE MATERIAIS FIQUEM RESOLVIDAS ATEMPADAMENTE A FIM DE SE OBSERVAR ESTA CONDIÇÃO.

Método de avaliação:

A avaliação será contínua, contando no final com uma avaliação geral dos exercícios de forma a classificar os conhecimentos adquiridos.

Critérios de avaliação e percentagens associadas:

– Assiduidade (30%),
– Participação/motivação medidas através de observação direta no decurso das sessões (35%),
– Trabalho Individual (35%):

A classificação final é feita numa escala de 0 a 20. A aprovação, a verificar-se, é feita numa escala positiva de 10 a 20 (conforme consta do Regulamento de Criação, Acreditação Interna e Creditação dos Cursos de Formação na Área de Educação Contínua da U.Porto).

Certificação:

Aos  participantes será emitido:

– um certificado de formação contínua com classificação quantitativa e créditos.

A prova de habilitação académica superior, quando solicitada, é da exclusiva responsabilidade do formando e tem de ser apresentada até data anterior ao início do curso.

Aos participantes que desejem frequentar o curso na vertente LIVRE será emitido:

– um certificado de frequência.

A opção dos formandos de frequentar este curso na vertente livre é tomada impreterivelmente em data anterior ao início do curso, e comunicada por escrito em formulário próprio.

A emissão e atribuição de qualquer tipo de certificado estão condicionadas à frequência do curso/ unidade de formação (mínimo 75%) não excedendo o limite de faltas.

No caso de o formando exceder o limite de faltas e/ou não obter aproveitamento após processo avaliativo, não tem direito a qualquer certificado.

O pedido de emissão de certificado é feito por escrito e a emissão está sujeita a pagamento de emolumentos no valor representado na tabela em vigor.

BIBLIOGRAFIA:

BRANDI, Cesare, Teoria do Restauro, Edições Orion 2006
CAPLE, Chris, Preventiv conservation in Museums – Departement of MuseumStudies, Brithish Library 2011
CARTA EUROPEIA DE CONSERVAÇÃO PREVENTIVA, Vantaa, Setembro de 2000
CASANOVA, Luís Elias – Conservação Preventiva e Preservação das Obras de Arte, Lisboa 2008
CASANOVAS, Luís Elias – Reflexões sobre o conceito de conservação preventiva, in Artis, Revista do Instituto de História da Faculdade de Letras de Lisboa, nº 3, Dezembro de 2004, pp. 381-384
CONSERVAÇÃO PREVENTIVA- Vade Mecum, IPCR
Conservação & Restauro – Cadernos, Lisboa, IPCR, nº 1, 2001.
Conservação & Restauro – Cadernos, Lisboa, IPCR, nº 2, 2002.
CHOAY, Françoise, A alegoria do património, Edições 70, Lisboa 1970
Figueira, Francisca; A disciplina/profissão de conservação-restauro: uma ciência recente e o seu desenvolvimento em Portugal, «Conservar Património 21» (2015), pp. 39-51
E.C.C.O. Professional Guidelines III BASIC REQUIREMENTS FOR EDUCATION IN CONSERVATIONRESTORATION – 2004
ICOM- The Conservator-Restorer: a Definition of the Profession– Code of Ethics Copenhagen 1984
INSTITUTO PORTUGUÊS DE MUSEUS, Normas gerais de inventário Artes plásticas Artes decorativas, Lisboa 2000
INSTITUTO PORTUGUÊS DE MUSEUS, Temas de Museologia: Plano de Conservação preventiva, Bases Orientadoras, normas e procedimentos, Lisboa 2007
Lei Quadro dos Museus Portugueses (Lei n.º 47/2004)
Lei do Património Cultural (Lei n.º 107/2001)
Soruya, Ana Isabel, Pereira,Mario,40 Anos do Instituto José de Figueiredo, Instituto Português de Conservação e Restauro, Lisboa 2007
The Athens Charter for the Restoration of Historic Monuments- Athens 1931
The Charter of Venice -1964
The Document of Pavia – 1997
The Document of Vienna – 1998
THE NATIONAL TRUST, Manual of Housekeeping, The care of collections in historic houses open to the public. – Brithish Library, 2006
THOMPSON, Garry – The museum environment. 2ª ed. London: Ed. Butterworth- Heinemann, 1986.

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