SHIBORI – DESENHAR POR DOBRAGEM TÊXTIL

SHIBORI – DESENHAR POR DOBRAGEM TÊXTIL

Horário: 6 sessões (24 Horas) | de 06 de Junho a 11 de julho de 2017 (terça-feira) | Pós-laboral (19h00 > 23h00)

CRÉDITOS: 2,5 ECTS

Formadora: ISABEL QUARESMA

Coordenador Científico: PROFESSORA DOUTORA RUTE ROSAS

ISABEL QUARESMA

Nasceu em Lamego. Vive e trabalha no Porto.
Iniciou os seus estudos com o Curso de Design de Moda no Citex (1986) onde posteriormente  lecionou  a disciplina de  Design de Moda e desempenhou funções de assistente de coordenação do curso ( 1987-1996). Estudou em Florença, tendo feito uma pós-graduação em tecelagem na Academia de Moda de Florença (1990).
Durante alguns anos desenvolveu uma forte atividade no âmbito do design têxtil e de moda.­ Foi selecionada para a Contextile 2014, Bienal de Arte Têxtil Contemporânea. É licenciada em Artes Plásticas no ramo de Pintura pela Faculdade de Belas Artes da  Universidade do Porto (2011), onde concluiu o Mestrado em Desenho e Técnicas de Impressão (2014). Atualmente o seu trabalho desenvolve-se entre arte e  design  intersectando  pintura,  desenho,  têxtil e vídeo, interessando-lhe, sobretudo, trabalhar nos espaços intersticiais  entre as práticas contemporâneas do desenho e  do têxtil.
Expõe regularmente  como artista plástica desde 2002.

http://isabelquaresma.wix.com/isabelquaresma

https://www.facebook.com/isabelquaresmastudio/?fref=ts

Documentos necessários:
CERTIFICADO DE HABILITAÇÃO ACADÉMICA DE NÍVEL SUPERIOR (candidatos detentores de grau académico superior)
COMPROVATIVO DE MATRÍCULA (estudantes do Ensino Superior em instituições que não a U.Porto)

DESTINATÁRIOS:
Preferencialmente estudantes de Artes Plásticas, Arquitetura e Design (Produto, Comunicação e Moda).
Artistas, professores e público em geral com interesse pelo tema.

Taxa de Inscrição: 50% do valor total da propina (deduzido ao valor abaixo indicado)
Estudantes , Docentes e Funcionários UP/FBAUP: 105,00 Euros |
Público em Geral: 130,00 Euros |
Seguro escolar: 2,00 Euros |

INSCRIÇÕES ATÉ 23 DE MAIO  DE 2017.

Candidaturas e Inscrição

Para candidatar-se selecione a opção INSCRIÇÕES ONLINE

APRESENTAÇÃO:

A cultura oriental é particularmente rica na manipulação de processos que, pela sua simplicidade e economia de meios, podem ser altamente criativos e originais. O shibori é um desses exemplos. O curso tem como objetivo transmitir o conhecimento desta técnica ancestral japonesa, que na sua origem significa torcer ou espremer, e é a expressão japonesa usada para designar a ação de torcer um pano de chão. Com o shibori, transforma-se uma superfície bidimensional têxtil num objecto tridimensional estruturado por ação de sucessivas dobragens. Esta manipulação do tecido em 3D é levada a cabo com a combinação de vários processos de dobragem, atados, pespontados e outros artifícios que impedem o tingimento nesses locais,  reservando-os. Quando estes artifícios são removidos, e depois de tingido, o tecido revela o desenho ou padrão impressos. Os objetivos deste curso são transmitir aos estudantes as várias possibilidades desta técnica japonesa, numa abordagem contemporânea à recuperação de técnicas ancestrais; transmitir o conhecimento das várias formas de manipulação de shibori, desde as mais convencionais e geométricas, até às mais alternativas feitas com objetos encontrados;  consciencializar os participantes acerca das possibilidades de transformação de um tecido simples numa estrutura complexa tridimensional por manipulação de algumas técnicas, tanto para a obtenção de um desenho/ padrão, como de um objeto escultórico.

CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS:

Este curso tem um carácter essencialmente prático, iniciando-se com uma pequena apresentação visual e teórica de introdução ao shibori e seguindo-se a demonstração das técnicas selecionadas e suas estratégias de ação. Cada estudante deverá, então, prosseguir na prática a sua aprendizagem de acordo com os seus interesses pessoais.
• Manipulação de um tecido de algodão cru ( pano cru) combinando ou usando separadamente os processos dobrar, preguear, atar, pespontar, torcer, com o objetivo de obter uma estrutura tridimensional para ser tingida.
Arashi shibori e shibori seco – sem tingimento.
• Processos de tingimento- fixação- retirar os artefactos.
• Avaliação do desenho ou padrão obtido numa perspectiva técnica e conceptual: a memória, o tempo e a repetição.
• O desenho ou padrão enquanto resultado de uma estrutura pré-construída.
• A relação entre as pequenas dobras no momento da manipulação, e a sua memória no desenho.
• Ver a amostra do ponto de vista fenomenológico.

Imagem: (c) ISABEL QUARESMA

GALERIA DE IMAGENS DA EDIÇÃO DE 2015/ 2016:

https://www.pinterest.pt/fbaupf/shibori-desenhar-por-dobragem-t%C3%AAxtil-com-isabel-qu/

Informações

Modo de pagamento:

Taxa de inscrição: paga no ato da inscrição. SEM ESTE PAGAMENTO A INSCRIÇÃO NÃO É CONSIDERADA.

Propina e seguro escolar: pagos até data anterior ao início do curso.

A frequência desta unidade de formação pressupõe o pagamento integral dos valores associados à mesma antes da sua data de início.

Número máximo de participantes: 15 (QUINZE)

A SERIAÇÃO DOS CANDIDATOS É FEITA PELA ORDEM DE VALIDAÇÃO DAS INSCRIÇÕES.

POR QUESTÕES DE LOGÍSTICA, NÃO SERÁ PERMITIDO AOS PARTICIPANTES PERMANECER NAS INSTALAÇÕES DA FACULDADE APÓS AS 23H00. SOLICITA-SE, POR ISSO, QUE TOMEM AS DEVIDAS PROVIDÊNCIAS PARA QUE QUESTÕES DE LIMPEZA E MANUTENÇÃO DE MATERIAIS FIQUEM RESOLVIDAS ATEMPADAMENTE A FIM DE SE OBSERVAR ESTA CONDIÇÃO.

MATERIAIS  A TRAZER PELOS PARTICIPANTES:
Aproximadamente dois metros de pano cru.
Aproximadamente a mesma quantidade de um tecido que contenha polyester na sua composição, branco ou num tom claro.
Tesoura.
Fita cola de papel.
Materiais de desenho  habituais.
Elásticos.
Agulhas de coser com vários tamanhos de buraco.
Vários qualidades de linhas, fios, cordas, arames finos…
Tubo de pvc, com um diâmetro de aproximadamente 10 cm, e 60 cm de comprimento.
Luvas de borracha.

Método de avaliação:

A metodologia de ensino constará de uma apresentação visual e teórica desta tecnologia, com auxílio da projecção de imagens e de alguns textos. No início de cada sessão será demonstrada uma técnica e seus resultados, à qual se seguirá a experimentação da mesma por parte de cada participante. As sessões decorrerão num quadro motivacional de acção e reflexão do trabalho desenvolvido.
A avaliação será de acordo com os parâmetros definidos de assiduidade, empenho nas aulas, e apresentação de um projecto individual:
Assiduidade: 10%
Participação: 40%
Trabalho final: 50%

A classificação final é feita numa escala de 0 a 20. A aprovação, a verificar-se, é feita numa escala positiva de 10 a 20 (conforme consta do Regulamento de Criação, Acreditação Interna e Creditação dos Cursos de Formação na Área de Educação Contínua da UP).

Certificação:

Quando solicitado, aos  participantes será emitido:

– um certificado de formação contínua com classificação quantitativa e créditos.

A prova de habilitação académica superior, quando solicitada, é da exclusiva responsabilidade do formando e tem de ser apresentada até data anterior ao início do curso.

Aos participantes que desejem frequentar a unidade de formação na vertente LIVRE (sem classificação e sem créditos) será emitido:

– um certificado de frequência.

A opção dos formandos de frequentar esta unidade na vertente livre é tomada impreterivelmente em data anterior ao início do curso, e comunicada por escrito em formulário próprio.

A emissão e atribuição de qualquer tipo de certificado estão condicionadas à frequência do curso/ unidade de formação (mínimo 75%) não excedendo o limite de faltas.

No caso de o formando exceder o limite de faltas e/ou não obter aproveitamento após processo avaliativo, não tem direito a qualquer certificado.

O pedido de emissão de certificado é feito por escrito e a emissão está sujeita a pagamento de emolumentos no valor representado na tabela em vigor.

BIBLIOGRAFIA PRINCIPAL:
Art and Textile Fabric as Material Concept in Modern Art from Klimt to the Present:Stuttgart: Hatje Cantz.( pp.46 a 55) FLUSSER, Vilém (2010). Uma filosofia do Design A Forma das Coisas. Lisboa. Relógio D´Água. (pp.107 a 110)
CASTRO, E.M. de Melo ( 1985). Introdução ao Desenho Têxtil. Lisboa: Editorial Presença.
ROSAND, David (2002) Drawing Acts – Studies in Graphic Expression and Representation. Cambridge: Cambridge University Press, p. 13, 14.BERNADAC, Marie-Laure (1995). Louise Bougeois. Paris. Flammarion. (pp. 14, 29, 32)
RUSKIN, John ( 1991) The elements of Drawing.London: Herbet Press.
DELEUZE, Gilles (2002) Francis Bacon Lógica da Sensação. Lisboa: Orfeu Negro. GUNNER, Janice (2007). Shibori for Textile Artists.Nova Yorque: Kodansha. SINGER, Ruth (2013) Fabric Manipuiation. Londres: David and Charles.

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