PINTURA DE PAISAGEM: ENTRE A JANELA E A PINCELADA

PINTURA DE PAISAGEM: ENTRE A JANELA E A PINCELADA

Horário: 16 sessões (63h) | de 10 novembro  de 2018 a 23 março 2019 (sábado) | Diurno (09h00 > 13h00)

Nota: sessão 1 = 3 horas;  15 sessões = 4 horas

Créditos: 7 créditos ECTS

Formadora: Joana Patrão

Supervisão Científica: Professor Doutor Domingos Loureiro

Joana Patrão
Concluiu o Mestrado em Pintura com 19 valores na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, em 2016.
Das várias exposições individuais e coletivas que realizou destacam-se :
2017 – Reencenação à distância, Galeria Brevemente, organização Oficinas do Convento, Montemor-o-Novo; Sobre a noite cósmica, GNRation, Braga [projeto desenvolvido em parceria com Adriana Romero]; Incerta Desambiguação / Catarse, Galeria Zaratan, Lisboa; C U V E T E’17, Snow Cannon, Aveiro; I Have Something Important to Tell You: A Postcard to a Friend I Haven’t Met Yet. Soar Emerging Artist Festival; Gallery at Casa, Lethbridge, Alberta, Canadá. [c/ catálogo]; Lethes art: “Memória e Identidade”, Casa da Garrida, Ponte de Lima. [c/ catálogo]
2016 – A Paisagem enquanto experiência. Mar: Imersão e Viagem [Parte integrante das Provas Públicas de Mestrado], Museu da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto; E como estrelas/ duplas/ consanguíneas, luzimos de um para o outro/ nas trevas, Casa do Vinho, Barcelos.
2015 – Immersion. Experiments in Spacialiy and Multisensority, ADD.Lab, Espoo, Finlândia; sem, Galeria Painel, Rua das Taipas, Porto.
Desde 2014, tem participado em várias residências artísticas, tanto em Portugal como no estrangeiro. Em 2015, enquanto bolseira Erasmus+, frequentou a Aalto University School of Arts, Design and Architecture, período durante o qual teve oportunidade de contactar diferentes artistas e panoramas e de desenvolver novos projetos.
Em 2017/ 2018 orientou a unidade de formação PINTURA DE PAISAGEM – DA EXPERIÊNCIA DA NATUREZA À CONSTRUÇÃO PICTÓRICA, no âmbito da oferta formativa promovida pelo GFC – FBAUP.

https://www.linkedin.com/in/joanapatrao/
http://cargocollective.com/joanapatrao

Destinatários:
Estudantes de áreas artísticas e público em geral, mediante apresentação de certificação básica em Pintura e/ ou Desenho.

Propinas (VER CONDIÇÕES DE PAGAMENTO) :
Estudantes, Docentes e Funcionários UP/FBAUP: 4 prestações de 98,00 Euros (€6,22/ hora) |
Público em Geral: 4 prestações de 117,00 Euros (€7,42/hora)|
Seguro escolar: 2,00 Euros |

INSCRIÇÕES ATÉ 02 DE NOVEMBRO.

Para candidatar-se, selecione a opção INSCRIÇÕES ONLINE (disponível a partir de 01 de setembro de 2018)

Conteúdos programáticos

A representação ou ilusão da realidade [A pintura como janela]

Os problemas de representação – entre natureza e paisagem [relação mental/convencional]
– Natureza, imitação e invenção (teoria académica). Contextualização histórica.
– Ferramentas de ilusão – a perspetiva linear e a perspetiva atmosférica.
– As convenções do desenho e da pintura – a linha e a mancha.
– Exercício prático.

 A tradução das aparências: o desenho
– Introdução aos métodos de desenho – esquisso, esboço e estudo.
– O enquadramento, o ponto de vista, o detalhe.
– A descrição das formas – a linha, a trama e a mancha.
– Exercícios práticos de observação.

Os problemas de representação – entre natureza e paisagem [relação física/percetiva]
– Os procedimentos do artista e a interpretação pictórica da natureza (Fréderic Paulhan).
– O fenómeno da perceção ótica e a pintura. As cores contrastantes (Chevreul). A mistura aditiva (luz) e a mistura subtrativa (pigmento) (H. von Helmholtz). As propostas artísticas (impressionismo e o neo-impressionismo).
– Exercícios práticos de observação.

A tradução das aparências: a cor
– As teorias da cor e a perceção ótica, luminosidade e vibração.
– Experimentação prática.

 A paisagem como construção
– Entre a paisagem de factos, a paisagem idealizada e a paisagem expressiva (contextualização).
– Composição (equilíbrio e tensão). Tipologias de paisagens e as suas significações – as componentes estéticas da paisagem (J.Mª Sanchéz de Muniaín).
– Contextualização histórica.
– Experimentação prática, exploração de possibilidades, partindo dos resultados anteriores.

A paisagem como construção
– Desenvolvimento de uma pintura partindo de uma das possibilidades exploradas.

As possibilidades da Paisagem na linguagem da Pintura [A pintura como plano]

O mundo da pintura como analogia do mundo natural.
A ideia oriental de paisagem, identificação entre o pincel – montanha (definição), tinta – água (fluidez). Contextualização histórica.
– Bases práticas – binómios dinâmicos (segundo François Cheng) – pincel-tinta (o posicionamento da mão, o trabalho do pincel, a intenção da pincelada); escuro-claro (diluição e contraste).
– Experimentação prática.

 A expressão pessoal e a sugestão da paisagem. O gesto.
– Contextualização histórica – a estética do esboço (Diderot).
– Possibilidades sugestivas do gesto – processos, movimentos e fenómenos naturais. Propostas contemporâneas. (p. ex. João Queiróz)
– Experimentação prática.

O gesto e a exploração da pincelada.
– O corpo do pintor, o movimento do pincel, o tipo de pincelada.
– Experimentação prática.

A expressão pessoal e a sugestão da paisagem. A cor.
Contextualização. A expressividade da cor (Turner). A libertação da função representativa (Greenberg) – as propostas das vanguardas modernistas e o expressionismo abstrato.
– Propostas contemporâneas (p. ex. Michael Biberstein).
– Exercícios de exploração.

A cor e a exploração da atmosfera.
Relação com o suporte, grandes áreas de cor e a sua aplicação.
– Experimentação prática.

A paisagem como exploração individual
– Desenvolvimento de uma pintura partindo de uma das possibilidades exploradas.

A paisagem como exploração individual (finalização)
– Desenvolvimento de uma pintura partindo de uma das possibilidades exploradas.

Considerações finais
Visualização dos trabalhos dos estudantes e discussão em grupo.

Imagem: GHIRLANDAIO, Domenico An Old Man and His Grandson; Tempera on wood, 62 x 46 cm Musée du Louvre, Paris

—-

Informações

Condições de pagamento:.

Prestação 1 e seguro escolar: pagos no ato da inscrição. SEM ESTE PAGAMENTO A INSCRIÇÃO NÃO É CONSIDERADA

Prestações 2, 3 e 4: pagas até ao dia 08 dos meses subsequentes. Depois do dia 8, os valores lançados estão sujeitos a aplicação de JUROS DE MORA.

O pagamento das prestações 2, 3 e 4 pode ser feito:
a) pessoalmente, na Tesouraria FBAUP (de segunda a sexta-feira, 09h30>12h00 | 14h00>16h00);
b) remotamente, através de referência MB (que deverá ser gerada pelo utilizador na sua conta corrente).

Para os formandos que optarem pelo modo de pagamento PARCELADO, é obrigatória a entrega da DECLARAÇÃO DE COMPROMISSO DE PAGAMENTO após inscrição. SEM ESTE DOCUMENTO NÃO É POSSÍVEL PARTICIPAR NA UNIDADE.

Número mínimo de participantes: 10 (DEZ)
Número máximo de participantes: 15 (QUINZE)

A SERIAÇÃO DOS CANDIDATOS É FEITA PELA ORDEM DE PAGAMENTO DAS INSCRIÇÕES.

POR QUESTÕES DE LOGÍSTICA, NÃO SERÁ PERMITIDO AOS PARTICIPANTES PERMANECER NAS INSTALAÇÕES DA FACULDADE PARA ALÉM DAS 13H00. SOLICITA-SE, POR ISSO, QUE SEJAM TOMADAS AS DEVIDAS PROVIDÊNCIAS PARA QUE QUESTÕES DE LIMPEZA E MANUTENÇÃO DE MATERIAIS FIQUEM RESOLVIDAS ATEMPADAMENTE A FIM DE SE OBSERVAR ESTA CONDIÇÃO.

MATERIAIS: A lista de materiais necessários será divulgada na primeira sessão.

Método de avaliação:

Atendendo às características desta unidade de formação contínua, a avaliação focar-se-á maioritariamente nas qualidades da exploração prática e da sua adequação aos conteúdos teóricos/ propostas de desenvolvimento. Serão consideradas as capacidades técnicas, em especial as de experimentação – exploração de materiais e processos. Valorizar-se-ão ainda as capacidades reflexivas – a capacidade de questionamento e de comunicação – relativamente aos conteúdos abordados e às propostas trabalhadas.

A avaliação será contínua e complementada por um momento de avaliação final que irá considerar os conhecimentos adquiridos e o nível de comprometimento e evolução do formando. Numa escala de 20 valores (de 0 a 20) será atribuída uma classificação, apoiada nos seguintes pontos:

– Assiduidade (registos de presença) – 15%

– Participação/ motivação/ evolução (observada ao longo das sessões) – 35%

– Trabalho individual – 50%

  • Capacidade de apreensão dos temas tratados e reflexão crítica;
  • Qualidades plásticas, capacidade de resposta às propostas e aplicabilidade dos conteúdos.

A classificação final é feita numa escala de 0 a 20. A aprovação, a verificar-se, é feita numa escala positiva de 10 a 20 (conforme consta do Regulamento de Criação, Acreditação Interna e Creditação dos Cursos de Formação na Área de Educação Contínua da UP).

A não aprovação dos formandos pode resultar de:

  1. Assiduidade inferior a 75% do número de horas presenciais;
  2. A não apresentação do trabalho individual/ portefólio;
  3. Um valor médio de desempenho inferior a 50%.

Para efeito de confirmação de falta será considerada uma tolerância de 15 minutos.

Os formandos que reprovarem por falta de assiduidade só serão considerados para unidades de formação futuras caso haja vagas sobrantes.

Certificação:

Aos  participantes será emitido:

– um certificado de formação contínua com avaliação (classificação quantitativa) e créditos.

A prova de habilitação académica superior, quando solicitada, é da exclusiva responsabilidade do formando e tem de ser apresentada até data anterior ao início do curso.

Aos participantes que desejem frequentar a unidade na vertente LIVRE será emitido:

– um certificado de frequência.

A opção dos formandos de frequentar esta unidade na vertente livre é tomada impreterivelmente em data anterior ao início do curso, e comunicada para formcontinua@fba.up.pt em formulário próprio.

No caso de o formando exceder o limite de faltas, não apresentar o trabalho individual/ portefólio ou obter um valor médio de desempenho inferior a 50% não tem direito a qualquer certificado.

O pedido de emissão de certificado é feito por escrito para formcontinua@fba.up.pt, no final da unidade de formação, após tomada de conhecimento da avaliação,  e  a emissão está sujeita a pagamento de emolumentos no valor representado na tabela em vigor.

BIBLIOGRAFIA/ DOCUMENTAÇÃO DE APOIO:
Andrews, M. (1999).
Landscape and Western Art. New York: Oxford University Press.
Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão (CAMJAP). (1995). Michael Biberstein: A Difícil Travessia dos Alpes. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.
Cheng, F. (2012). Vacío y Plenitud: El lenguaje de la pintura china, (5ª ed.), Madrid: Siruella.
Edwards, B. (2004). Color. A course in mastering the art of mixing colors. Nova Iorque: Penguin Books.
Gombrich, E. H. (1987). Art and Illusion: A study in the psychology of pictorial representation. (5ª ed.). Londres: Phaidon Press.
Honour, H. & Fleming, J. (2009). World History of Art. (7ª ed. rev.). Londres: Laurence King Publishing.
Maderuelo, J. (2006). El Paisaje. Génesis de un concepto. Madrid: Abada Editores.
Merleau-Ponty. M. (1992). O Olho e o Espírito, (7ª Ed). Lisboa: Edições Vega.
Muniaín, J.M. S. (1945). A estética da paisagem natural. In Serrão, A. (ed.) (2011). Filosofia da Paisagem: Uma Antologia, (2ª ed. rev.) (pp.78-95), Lisboa: Centro de Filosofia Universidade de Lisboa.
Paulhan, F. (1913). Os procedimentos do artista e a interpretação pictórica da natureza. In Serrão, A. (ed.) (2011). Filosofia da Paisagem: Uma Antologia, (2ª ed. rev.), (pp.65-70), Lisboa: Centro de Filosofia Universidade de Lisboa.
Petherbridge, D. (2011). The primacy of drawing: histories and theories of practice. London: Yale University Press.
Quaresma, José (org. e coord.) (2009), Arte e Natureza. Lisboa: Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa (Grupo de Ciências e Teorias da Arte).
Sabino, I. (2000). A Pintura Depois da Pintura, Biblioteca das Artes (nº2), Lisboa: Faculdade de Belas Artes / Universidade de Lisboa.
Williams, W. (1863). The Art of Landscape Painting in Oil Colours. Londres: Winsor and Newton.

Anúncios