ESCULTURA E AÇÃO: O CORPO COMO FUNDAMENTO PARA EXPANSÕES VARIADAS

ESCULTURA E AÇÃO: O CORPO COMO FUNDAMENTO PARA EXPANSÕES VARIADAS

Horário: 21 sessões (63h) | de 19 de março a 14 de maio de 2019 (ter., qui., sex.) | Pós-Laboral (18h00>21h00)

Créditos: 7 créditos ECTS (European Credit Transfer System – relevante para estudantes de curso de 1.º ciclo do Ensino Superior)

Formador: Tales Frey

Supervisão Científica: Professora Doutora Rute Rosas

TALES FREY
Artista transdisciplinar, Tales Frey realiza obras amparadas tanto pelas artes visuais como cénicas.
Alguns de seus trabalhos integram permanentemente acervos públicos e privados, dentre eles, o do Museu Serralves e o do Museu Bienal de Cerveira em Portugal; o do Instituto Municipal de Arte y Cultura de Puebla no México; o da Pinacoteca João Nasser, o do Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC Niterói) e o do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP) no Brasil.
Recebeu o Prêmio Aquisição Câmara de Vila Nova de Cerveira na XIX Bienal Internacional de Arte de Cerveira em 2017; Menção Honrosa na II Bienal Internacional de Arte Gaia em 2017; prêmio de Artista Revelação no Salão Contemporâneo do 18º Salão de Artes Plásticas de Catanduva em 2014; e o prêmio de melhor figurinista no Aldeia FIT 2006 em São José do Rio Preto.
Ao vivo, dentre os principais lugares, apresentou-se nos seguintes contextos: Performance Platform Lublin na Galeria Labirynt na Polônia; Rapid Pulse International Performance Art Festival na Defibrillator Gallery em Chicago; Athens Museum Of Queer Arts (AMOQA) em Atenas; ATMO em Berlim; SESC Tijuca no Rio de Janeiro; Teatro Municipal Rivoli na cidade do Porto; Casa França-Brasil no Rio de Janeiro; Festival MIRADA no SESC Santos; Espaço DARC em Londres; XX Queer Lisboa; Projeto Mix Dança no SESC Palladium; Presença Permeável na Praça das Artes/Fundação Theatro Municipal de São Paulo; Teatro Académico de Gil Vicente em Coimbra; Circo Voador no Rio de Janeiro; Funarte em São Paulo; Caixa Cultural no Rio de Janeiro; entre outros.
Junto da Cia. Excessos, vale realçar as seguintes exposições individuais realizadas: Enredos para um Corpo no Centro Cultural da Justiça Federal no Rio de Janeiro sob curadoria de Raphael Fonseca; To be Privy na Corner Window Gallery em Auckland na Nova Zelândia com curadoria de Rob Garret; A Ilha na galeria Sput&Nik The Window na cidade do Porto com curadoria de Susana Rodrigues; Sob (Ul)trajes e Gozos no Museu Júlio Dinis – Uma Casa Ovarense em Ovar sob a curadoria de Suianni Macedo; (Tra)vestir um Fa(c)to no Espaço MIRA na cidade do Porto sob a curadoria de José Maia.
Dentre as exposições coletivas, festivais e demais eventos que participou, destacam-se: XX Bienal Internacional de Cerveira para a qual foi convidado; XIX Bienal Internacional de Arte de Cerveira; II Bienal Internacional de Arte Gaia; tpa Exchange na Galleria Moitre em Turim; I Bienal da Maia: Lugares de Viagem; Kuala Lumpur 7th Triennial – BarricadeThe Biennial 6th Bangkok Experimental Film Festival (BEFF6); The Kichen em Nova York no lançamento do Emergency Index Vol.1; entre outros.
Com Paulo da Mata, realizou as seguintes curadorias que aqui são ressaltadas: Mostra Performatus #2 no SESC Santos em 2017; Mostra Performatus #1 na Central Galeria de Arte em São Paulo em 2014; ÁguaAr de Suzana Queiroga no Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura (CAAA) em Guimarães em 2015; Trabalha-Dores do CU no Espaço de Intervenção Cultural Maus Hábitos na cidade do Porto em 2015; entre outras.
Foi selecionado para as seguintes residências artísticas: galeria Zsenne em Bruxelas (Bélgica, 2018), MIRA Artes Performativas no Porto (Portugal, 2017) e Fjúk Arts Centre em Húsavík (Islândia, 2015/2106). Convidado pelo NEC – Núcleo de Experimentação Coreográfica para integrar o programa de residência artística 6X6, ocorrido no Mosteiro de São Bento da Vitória na cidade do Porto em Portugal.
É membro fundador da revista eletrônica Performatus e da Cia. Excessos.

https://www.instagram.com/talesfrey/
https://www.facebook.com/talesfrey
http://ciaexcessos.com.br/en/cia-excessos/

Destinatários:
Estudantes de diferentes áreas relacionadas às Artes (Artes Plásticas, Multimédia, Design, Arquitetura, Artes do Corpo e Espetáculo etc.). Professores, Artistas, Investigadores e demais pessoas interessadas na área, com  capacidade para a frequência do ensino superior,

Propinas (VER CONDIÇÕES DE PAGAMENTO):
FBAUP/ UP – Estudantes, Docentes e Funcionários:
3 prestações de 70,00 Euros (cada) |
Público em Geral: 3 prestações de 87,50 Euros (cada) |
Seguro escolar: 2,00 Euros |

INSCRIÇÕES ATÉ 06 DE MARÇO DE 2019

DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA EFETUAR CANDIDATURA: CERTIFICADO DE HABILITAÇÕES LITERÁRIAS.

Para candidatar-se, selecione a opção INSCRIÇÕES ONLINE (disponível apenas a partir de 01 de Fevereiro de 2019)

Objetivos
O objetivo desta unidade de formação é munir os(as) participantes de conhecimentos técnicos, teóricos e conceptuais, que de maneira mais abrangente, lhes possibilitem fazer o uso dos seus próprios corpos como ferramentas criativas e exploratórias no campo da arte por meio de expressões variadas.
– Conhecer as principais teorias que envolvam o corpo como um campo simbólico nas artes: através de leituras de textos específicos e debate em torno dos mesmos.
– Conhecer as diferentes disciplinas artísticas que usem o corpo como principal suporte e veículo de comunicação.
– Dotar-se de referências das artes na área estudada para confrontá-las com o contexto social da atualidade, onde noções relacionadas ao micro e macrocosmo estejam sempre presentes.
– Experimentar a junção de disciplinas artísticas para criar propostas que tenham o corpo como agente e como molde durante o ato de fazer para, posteriormente, resultar um objeto escultórico.
– Criar elos entre o próprio self, a ação e matéria produzidas e o(a) observador(a) (ou participante) do trabalho.
– Dominar o vocabulário pertencente às artes do corpo e relacioná-lo com terminologias de outras habilidades artísticas.
– Despertar o interesse para as práticas artísticas do corpo que mesclem diferentes disciplinas, ampliando os procedimentos em experimentações que desfaçam fronteiras, que proponham o hibridismo.

Conteúdos programáticos

Esta unidade de formação está pautada no cruzamento entre a escultura e as artes do corpo com outras expressões que forneçam possibilidades de expansão ao trabalho original. O seu conteúdo procura fornecer mecanismos de compreensão sobre como uma obra executada ao vivo pode permanecer principalmente por meio da escultura e da instalação e, também, por outros desdobramentos variados para que, através de um processo acompanhado de criação artística, os(as) alunos(as) possam elaborar experimentações individuais ou coletivas como resultado prático da teoria abordada.

Os processos que acionam questões da interioridade de cada indivíduo em relação com seus contextos sociais emergem através de exercícios de acaso criativo (mesclando dança e artes visuais), cujas estratégias práticas impulsionam o processo criativo de cada um e as materializações resultantes.

A unidade é composta por três etapas:

– Conceito (fase de estruturação teórica e conceptual que antecede a fase prática da criação);

– Experimentação Prática (exercícios que impulsionem a criação de uma obra);

– Materializações (fase de decisões sobre os dispositivos possíveis para apresentação do trabalho).

Pontos a abordar:

  • Conceito: O corpo nas artes visuais e cénicas do século XX e XXI.
  • Conceito: O corpo como micropolítica.
  • Conceito: Corpo como signo: elo entre a interioridade/subjetividade e o mundo.
  • Experimentações práticas: dança e demais expressões.
  • Experimentações práticas: composições que tangenciem a escultura por meio do corpo em resoluções híbridas.
  • Experimentações práticas: estratégias de permanência para ações efêmeras.
  • Materializações: desdobramentos variados e metalinguagem a partir da apresentação ao vivo.
  • Materializações: metáforas do gesto político, pensando a partilha de uma experiência estética comum e a analogia do viver em comunidade.

Discussão em torno do trabalho seminal de alguns/algumas artistas. Dentre eles/elas:

  • Loïe Fuller, Lygia Clark, Lygia Pape e Hélio Oiticica, Rebecca Horn, Franz West, Franz Erhard Walther e Milcah Bassel – Prolongamentos do Corpo;
  • Robert Morris, Helena Almeida e Os Espacialistas – O Corpo e o Espaço.
  • Bruce Nauman, Gilbert & George, Erwin Wurm e Vanessa Beecroft – Corpo como Escultura;
  • Oskar Schlemmer, Tino Seghal, Laura Lima e Anne Imhof – Fricções entre a Dança e a Forma Escultórica.

Imagem: (c) Da Mata

Informações

Condições de pagamento:

Prestação 1 e seguro escolar: pagos no ato da inscrição. SEM ESTE PAGAMENTO A INSCRIÇÃO NÃO É CONSIDERADA.

Prestações 2 e 3: pagas até ao dia 08 dos meses subsequentes. Depois do dia 8, os valores lançados estão sujeitos a aplicação de JUROS DE MORA.

O pagamento das prestações 2 e 3 pode ser feito:
a) pessoalmente, na Tesouraria FBAUP (de segunda a sexta-feira, 09h30>12h00 | 14h00>16h00);
b) remotamente, através de referência MB (que deverá ser gerada pelo próprio utilizador na sua conta corrente).

Para os formandos que optarem pelo modo de pagamento PARCELADO, é obrigatória a entrega da DECLARAÇÃO DE COMPROMISSO DE PAGAMENTO após inscrição. SEM ESTE DOCUMENTO NÃO É POSSÍVEL PARTICIPAR NA UNIDADE.

Número mínimo de participantes: 10 (DEZ)
Número máximo de participantes: 12 (DOZE)

A SERIAÇÃO DOS CANDIDATOS É FEITA PELA ORDEM DE PAGAMENTO DAS INSCRIÇÕES.

Método de avaliação:
A avaliação será de acordo com os parâmetros definidos de:
– assiduidade, através dos registos de presença recolhidos nas sessões (10%),
– empenho nas aulas e trabalho coletivo, através de observação direta e dos resultados mostrados na aplicação das aprendizagens realizadas (40%),
– apresentação do projeto final (50%).

A aprovação, a verificar-se, é feita numa escala positiva de 10 a 20 (conforme consta do Regulamento de Criação, Acreditação Interna e Creditação dos Cursos de Formação na Área de Educação Contínua da UP).

A não aprovação dos formandos pode resultar de:

  1. Assiduidade inferior a 75% do número de horas presenciais;
  2. A não apresentação do trabalho individual/ portefólio;
  3. Um valor médio de desempenho inferior a 50%.

Para efeito de confirmação de falta será considerada uma tolerância de 15 minutos.

Os formandos que reprovarem por falta de assiduidade só serão considerados para unidades de formação futuras caso haja vagas sobrantes.

Certificação:

Aos  participantes será emitido:

– um certificado de formação contínua com avaliação (classificação quantitativa) e créditos.

A prova de habilitação académica superior, quando solicitada, é da exclusiva responsabilidade do candidato e tem de ser apresentada até data anterior ao início do curso.

O pedido de emissão de certificado é feito por escrito para formcontinua@fba.up.pt no final da unidade de formação, após tomada de conhecimento da avaliação,  e  a emissão está sujeita a pagamento de emolumentos no valor representado na tabela em vigor.

BIBLIOGRAFIA (DOCUMENTAÇÃO DE APOIO):
ALMEIDA, Marta Moreira de; RIBAS, João (cur.). “Helena Almeida”: catálogo. Porto, Portugal: Fundação Serralves, 2016. 232 p. Catálogo de exposição da artista Helena Almeida.
CANTON, Katia. “Corpo, Identidade e Erotismo”. São Paulo: Martins Fontes, 2009.
CLARK, Lygia. “Lygia Clark”: Catálogo. Curadores: Manuel J. Borba-Villel. Paris: Reúnion des Musées Nationaux, 1998.
COHEN, Renato. “A Performance como Linguagem”. São Paulo: Perspectiva, 1994.
FIGUEIREDO, Luciano (Org.). “Lygia Clark – Hélio Oiticica: Cartas, 1964-74”. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1998.
LEHMANN, Hans-Thies. “Teatro Pós-Dramático”. 1ª ed. Lisboa: Orfeu Negro, 2017.
FULLER, Loïe. “Quinze Anos de Minha Vida”. Rio de Janeiro: Nau Editora. 2017.
GOLDBERG, RoseLee. “A Arte da Performance: do Futurismo ao Presente”. 2ª ed. Lisboa: Orfeu Negro, 2012.
GREINER, Christine. “O Corpo: Pistas para Estudos Indisciplinares”. São Paulo: Annablume, 2005.
HALL, Stuart. “A Identidade Cultural da Pós-modernidade”. 7ª ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2002.
JEUDY, Henri-Pierre. “O Corpo como Objeto de Arte”. São Bernardo do Campo: Estação Liberdade, 2005.
JONES, Amelia. “Body Art – Performing the Subject”. Minneapolis/London: University of Minnesota Press, 1998.
JONES, Amelia / WARR, Tracey. “The Artist’s body”. London: Phaidon Press Limited, 2002.
KRAUSS, Rosalind. “A Voyage on the North Sea: Art in the Age of the Post-medium Condition”. Londres: Thames & Hudson, 1999.
KRAUSS, Rosalind. “Caminhos da Escultura Moderna”. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
LE BRETON, David. “Adeus ao Corpo: Antropologia e Sociedade”. Campinas: Papirus, 2003.
OSTROWER, Fayga. “Acasos e Criação Artística”. 2.ed. Rio de Janeiro: Editora Campus, 1995.
PHELAN, Peggy. “Unmarket: The Politics of Performance”. London/New York: Routledge, 1993.
PIRES, Beatriz Ferreira. “O Corpo como Suporte da Arte”. São Paulo: Editora SENAC, 2003.
SANT’ANNA, Denise Bernuzzi de. “Corpos de Passagem: Ensaios sobre a Subjetividade Contemporânea”. São Paulo: Estação Liberdade, 2001.
SCHNEIDER, Ira; KOROT, Beryl. “Video Art – An Anthology”. New York: Harcourt Brace Javanovich, 1980.
SCHIMMEL, Paul (org.). “Out of Actions: Between Performance and the Object, 1949-1979”. 1. ed. Nova Iorque: Thames and Hudson, 1998.
SENNETT, Richard. “Carne e Pedra: o Corpo e a Cidade na Civilização Ocidental”. Trad. de Marcos Aarão Reis. Rio de Janeiro / São Paulo: Record, 2003.
STIEGLER, Bernard. “Da Miséria Simbólica. 1. A Era Hiperindustrial”. 1. ed. Lisboa: Orfeu Negro, 2018.