PINTURA DE PAISAGEM – DA EXPERIÊNCIA DA NATUREZA À CONSTRUÇÃO PICTÓRICA

PINTURA DE PAISAGEM – DA EXPERIÊNCIA DA NATUREZA À CONSTRUÇÃO PICTÓRICA

Horário: 10 sessões (39h) | de 16 de março a 25 de maio de 2019 (sábado) | Diurno (09h30 > 13h30)

Sessão 1, 16 de março: 09h30> 12h30

Créditos: 4 créditos ECTS (European Credit Transfer System – relevante para estudantes de curso de 1.º ciclo do Ensino Superior)

Formadora: Joana Patrão

Supervisão Científica: Professor Doutor Domingos Loureiro

Joana Patrão
Concluiu o Mestrado em Pintura com 19 valores na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, em 2016.
Das várias exposições individuais e coletivas que realizou destacam-se :
2017 – Reencenação à distância, Galeria Brevemente, organização Oficinas do Convento, Montemor-o-Novo; Sobre a noite cósmica, GNRation, Braga [projeto desenvolvido em parceria com Adriana Romero]; Incerta Desambiguação / Catarse, Galeria Zaratan, Lisboa; C U V E T E’17, Snow Cannon, Aveiro; I Have Something Important to Tell You: A Postcard to a Friend I Haven’t Met Yet. Soar Emerging Artist Festival; Gallery at Casa, Lethbridge, Alberta, Canadá. [c/ catálogo]; Lethes art: “Memória e Identidade”, Casa da Garrida, Ponte de Lima. [c/ catálogo]
2016 – A Paisagem enquanto experiência. Mar: Imersão e Viagem [Parte integrante das Provas Públicas de Mestrado], Museu da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto; E como estrelas/ duplas/ consanguíneas, luzimos de um para o outro/ nas trevas, Casa do Vinho, Barcelos.
2015 – Immersion. Experiments in Spacialiy and Multisensority, ADD.Lab, Espoo, Finlândia; sem, Galeria Painel, Rua das Taipas, Porto.
Desde 2014, tem participado em várias residências artísticas, tanto em Portugal como no estrangeiro. Em 2015, enquanto bolseira Erasmus+, frequentou a Aalto University School of Arts, Design and Architecture, período durante o qual teve oportunidade de contactar diferentes artistas e panoramas e de desenvolver novos projetos.

https://www.linkedin.com/in/joanapatrao/
http://cargocollective.com/joanapatrao

Destinatários:
Estudantes de Artes Plásticas; indivíduos portadores de grau académico de nível superior comprovado na área das Artes Plásticas. Estudantes do Ensino Secundário da área das Artes Visuais. Formandos dos CURSOS PRÁTICOS DE PINTURA e de DESENHO  promovidos pelo Gabinete de Formação Contínua da FBAUP.  Público em geral com capacidade para a frequência do ensino superior,  mediante apresentação de certificação básica em Pintura e/ ou Desenho.

Propinas (VER CONDIÇÕES DE PAGAMENTO):
FBAUP/ UP – Estudantes, Docentes e Funcionários:
3 prestações de 70,00 Euros (cada) |
Público em Geral: 3 prestações de 87,50 Euros (cada) |
Seguro escolar: 2,00 Euros |

INSCRIÇÕES ATÉ 02 DE MARÇO DE 2019

DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA EFETUAR CANDIDATURA:
– CERTIFICADO DE HABILITAÇÕES LITERÁRIAS;
– COMPROVATIVO DE COMPETÊNCIAS BÁSICAS EM PINTURA E/ OU DESENHO.

Para candidatar-se, selecione a opção INSCRIÇÕES ONLINE (disponível apenas a partir de 01 de Fevereiro de 2019)

Objetivos:

– Apresentar a relevância da pintura no discurso da Paisagem e enquadrar, através da prática, distintas fases/metodologias/estratégias através das quais a Natureza é transformada em imagem (paisagem);
– Introduzir e contextualizar as primeiras abordagens à Paisagem segundo estratégias pictóricas diversas (desde a escolha do motivo a pintar, da composição da imagem, às técnicas utilizadas);
– Introduzir metodologias e propostas artísticas que se relacionem com a experiência da pintura de Paisagem: adequação da técnica à experiência da Natureza, a introdução de elementos e ações naturais, a relação entre o contexto da pintura e os processos utilizados;
– Analisar a relação entre o contexto e as imagens produzidas, considerando contextos culturais distintos, movimentos artísticos e propostas contemporâneas, com o intuito de justificar opções técnicas e compositivas como diferentes modos de conceção e relação com a Natureza;
– Desenvolver bases técnicas da pintura e ferramentas experimentais, por via de exercícios práticos;
– Desenvolver métodos de registo e construção/relação com a paisagem, através da pintura;
– Suscitar, através de ferramentas críticas, conceptuais e técnicas, uma consciência da Paisagem no campo da pintura compreendendo as suas origens e o seu potencial na contemporaneidade.

Conteúdos programáticos:

1. Aproximação à Natureza – Paisagem
2. A construção da Paisagem
3.  A Paisagem enquanto experiência
4. O envolvimento com a Natureza

A lista dos materiais a utilizar durante a unidade será apresentada na primeira sessão.

Imagem: (c) Joana Patrão

Informações

Condições de pagamento:

Prestação 1 e seguro escolar: pagos no ato da inscrição. SEM ESTE PAGAMENTO A INSCRIÇÃO NÃO É CONSIDERADA.

Prestações 2 e 3: pagas até ao dia 08 dos meses subsequentes. Depois do dia 8, os valores lançados estão sujeitos a aplicação de JUROS DE MORA.

O pagamento das prestações 2 e 3 pode ser feito:
a) pessoalmente, na Tesouraria FBAUP (de segunda a sexta-feira, 09h30>12h00 | 14h00>16h00);
b) remotamente, através de referência MB (que deverá ser gerada pelo próprio utilizador na sua conta corrente).

Para os formandos que optarem pelo modo de pagamento PARCELADO, é obrigatória a entrega da DECLARAÇÃO DE COMPROMISSO DE PAGAMENTO após inscrição. SEM ESTE DOCUMENTO NÃO É POSSÍVEL PARTICIPAR NA UNIDADE.

Número mínimo de participantes: 10 (DEZ)
Número máximo de participantes: 15 (QUINZE)

A SERIAÇÃO DOS CANDIDATOS É FEITA PELA ORDEM DE PAGAMENTO DAS INSCRIÇÕES.

POR QUESTÕES DE LOGÍSTICA, NÃO SERÁ PERMITIDO AOS PARTICIPANTES PERMANECER NAS INSTALAÇÕES DA FACULDADE APÓS AS 12H30. SOLICITA-SE, POR ISSO, QUE TOMEM AS DEVIDAS PROVIDÊNCIAS PARA QUE QUESTÕES DE LIMPEZA E MANUTENÇÃO DE MATERIAIS FIQUEM RESOLVIDAS ATEMPADAMENTE A FIM DE SE OBSERVAR ESTA CONDIÇÃO.

Método de avaliação:
Tendo em conta as características desta unidade de formação contínua, a avaliação focar-se-á maioritariamente no envolvimento e qualidade de integração dos conteúdos teóricos nas propostas práticas. Serão consideradas as capacidades técnicas, em especial as de experimentação – exploração de materiais e processos. Valorizar-se-ão ainda as capacidades reflexivas – a capacidade de questionamento e de comunicação – relativamente aos conteúdos e às propostas desenvolvidas

Critérios de avaliação e percentagens associadas:

A avaliação será contínua e complementada por um momento de avaliação final que irá considerar os conhecimentos adquiridos e o nível de comprometimento e evolução do formando. Numa escala de 20 valores (de 0 a 20) será atribuída uma classificação, apoiada nos seguintes pontos:

– Assiduidade – 15%
– Participação/ motivação/ evolução (observada ao longo das sessões) – 35%
– Trabalho individual – 50%

  • Capacidade de apreensão dos temas tratados e reflexão crítica;
  • Qualidades plásticas, capacidade de resposta às propostas e aplicabilidade dos conteúdos.

A classificação final é feita numa escala de 0 a 20. A aprovação, a verificar-se, é feita numa escala positiva de 10 a 20 (conforme consta do Regulamento de Criação, Acreditação Interna e Creditação dos Cursos de Formação na Área de Educação Contínua da U.Porto).

A não aprovação dos formandos pode resultar de:

  1. Assiduidade inferior a 75% do número de horas presenciais;
  2. A não apresentação do trabalho individual/ portefólio;
  3. Um valor médio de desempenho inferior a 50%.

Para efeito de confirmação de falta será considerada uma tolerância de 15 minutos.

Os formandos que reprovarem por falta de assiduidade só serão considerados para unidades de formação futuras caso haja vagas sobrantes.

Certificação:

Aos  participantes será emitido:

– um certificado de formação contínua com avaliação (classificação quantitativa) e créditos.

A prova de habilitação académica superior, quando solicitada, é da exclusiva responsabilidade do candidato e tem de ser apresentada até data anterior ao início do curso.

O pedido de emissão de certificado é feito por escrito para formcontinua@fba.up.pt no final da unidade de formação, após tomada de conhecimento da avaliação,  e  a emissão está sujeita a pagamento de emolumentos no valor representado na tabela em vigor.

BIBLIOGRAFIA (DOCUMENTAÇÃO DE APOIO):
Andrews, M. (1999).
Landscape and Western Art. New York: Oxford University Press.
Berque, A. (2008). “O pensamento paisageiro: uma aproximação mesológica”. In Serrão, A. (ed.) (2011). Filosofia da Paisagem: Uma Antologia, (2ª ed. rev.) (pp.200-212), Lisboa: Centro de Filosofia Universidade de Lisboa.
Câmara, J. B. (1996). Do espírito do pintor ao olhar do filósofo: Maurice Merleau-Ponty e Paul Cézanne, Lisboa: Salamandra.
Cheng, F. (2012). Vacío y Plenitud: El lenguaje de la pintura china, (5ª ed.), Madrid: Siruella.
Cozens, A. (1785). “A New Method of Assisting the Invention in Drawing Original Compositions of Landscape”. In Cozens, A.; Marqusee, M. (1977). A New method of landscape. London: Paddington Press.
Honour, H. & Fleming, J. (2009). World History of Art. (7ª ed. rev.). London: Laurence King Publishing.
Kastner, J. (ed.) & Wallis, B. (survey). (1998). Land and Environmental Art, London: Phaidon.
Maderuelo, J. (2006). El Paisaje. Génesis de un concepto. Madrid: Abada Editores.
Maillet, A. (2004). The Claude glass: use and meaning of the black mirror in western art. New York: Zone Books.
Merleau-Ponty. (1992). O Olho e o Espírito, (7ª Ed). Lisboa: Edições Vega.
Merleau-Ponty, M. (2006). Phenomenology of Perception. London: Routledge.
Simmel, G. (1913). “Filosofia da Paisagem”. In Serrão, A. (ed.) (2011). Filosofia da Paisagem: Uma Antologia, (2ª ed. rev.) (pp.42-51). Lisboa: Centro de Filosofia Universidade de Lisboa.
Smithson, R. (1968). “A Sedimentation of the Mind: Earth Projects”. In Flam, J. (ed.)(1996). Robert Smithson: the collected writings (pp.100-113). Berkeley: University of California Press.
Thomas, J. (1995). “The Politics of Vision and the Archaeologies of Landscape”. In Bender, B. (ed.). Landscape: Politics and Perspectives, (pp.19-29). Oxford: Berg Publishers.